Programação

Aqui e agora: Marcus Perez estreia ´Estudos para não fazer a mesma coisa´

03/03/2026
Compartilhe:
|



Nesta quinta (05) e na sexta-feira (06), às 19h30, no Teatro Aracy Balabanian, a artista da cena Marcus Perez estreia o seu primeiro trabalho solo ´Estudos para não fazer a mesma coisa´, uma investigação cênica que envolve dança, improvisação, performance, palavra e música.  O trabalho integra o projeto ´Danças do aqui e do agora´, que acontece com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), pela Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (FUNDAC) e Prefeitura Municipal de Campo Grande via Governo Federal e Ministério da Cultura.


O solo tem como diretor cênico o bailarino e coreógrafo Gera Si. Natural de Aquidauana (MS), começou sua trajetória na dança nos anos 80, entre dança contemporânea e balé clássico. Foi um dos fundadores do ´Pantanáliadança´, primeiro grupo independente do Estado, e destacou-se pelo estilo experimental influenciado por Pina Bausch. Atualmente reside em Berlim (Alemanha) e é integrante-fundador do PlaygroundberliM Crew, no qual desenvolve trabalhos baseados em improvisação e processos colaborativos nas artes cênicas.


Marcus Perez é artista da cena, pesquisadora de danças populares brasileiras, professora e produtora cultural. Licenciada em Artes Cênicas pela UEMS, integra o grupo de pesquisa Renda que Roda. Atualmente também está em circulação com os espetáculos de dança ´Guaperi´, do Renda que Roda e ´Cabeça de Toco´, da Arado Cultural.


Em uma das vindas de Gera ao Brasil, os caminhos se cruzaram. Desse encontro, nasceu uma nova parceria e o trabalho ´Estudos para não fazer a mesma coisa´. Marcus conta, que na criação do solo, se inspirou numa metodologia que é utilizada por Gera Si, uma técnica de improvisação e experimentação em dança chamada ´Ibipío´, palavra de origem indígena que significa ´a presença no aqui e no agora, não no passado nem no futuro´, que é utilizada pela comunidade amazônica dos Pirahãs. 


Com base no tempo presente, no aqui e no agora, Marcus se lança num trabalho de improvisação. Em cena, se relacionando com objetos, vai criando imagens, situações e movimentos. “Não é um solo com uma narrativa linear; ao mesmo tempo em que alguma coisa está se criando, contando uma história, eu já vou para outro lugar, fazer outra coisa. Por ser um solo onde vou improvisando, as apresentações nunca são iguais, cada apresentação é singular, construída no presente”, realça. 


‘Estudos para não fazer a mesma coisa’ constitui-se como um exercício de infração intocável que se inscreve no plano da presença. Ao investigar aquilo que se autoriza em cena como condição para produzir e fabricar o que ainda não existe, Marcus desloca o estatuto do gesto cênico, convocando a plateia a compartilhar a responsabilidade pela emergência de um gesto desviante, instável e irredutível à repetição. Pela ativação de uma pré-história individual, onde repertório, experiência e memória se rearticulam em gambiarra, a criação tensiona os modos de ver e dar a ver, instaurando outras imagens possíveis. Propõe-se, assim, um destrinchamento da experiência sensível: abrir encruzilhadas nas coisas para que a não-coisa possa operar como ato, presença e fricção.


O solo é apresentado por Marcus Perez com direção cênica de Gera Si; tem trilha sonora e iluminação por Adriel Santos; figurino por Gabriela Mancini e Luan Figueiró (ErrarEfeito); direção audiovisual por Manu Komiyama (KPROD); identidade visual por Pedro Brucz e Rita Sepulveda de Faria (Rima gráfica); produção geral por Marcus Perez; Gê Cardoso como assistente da produtora geral; Arado Cultural na produção executiva com Marcos Mattos, Ana Triches como assistente do produtor executivo, Chris Condi como intérprete de libras e Isabela Ferreira (Reconta) como assessora de imprensa.


Projeto levou oficina para universidade


Como ação de contrapartida, o projeto realizou a oficina ´Estudos para não fazer a mesma coisa´, com integrantes do grupo de pesquisa ´Corpo Sendo´ da UEMS, coordenado por Dora de Andrade, no dia 25 de fevereiro. No encontro, Gera e Marcus compartilharam com os participantes a responsabilidade de construir uma ilha sem nome, imagens, um território onde as coisas desaparecem e não é possível recuperá-las como foram.

FotoDivulgação


Peça sua Música
Obrigado por participar! =)
Tag3 - Desenvolvimento Digital